Diário da Giornate 2014 #4 – as cores de Georges Méliès

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No Diário da Giornate 2014 de hoje vou falar sobre Georges Méliès! Como eu já disse, a Giornate del Cinema Muto desse ano vai exibir uma seleção de seus filmes coloridos com a técnica do estêncil. Mas como no site do festival não há nenhuma informação precisa sobre as sessões, ou seja, ainda não sabemos quais títulos serão exibidos, pensei em focar mais nessa técnica de colorização de filmes.

Eu adoro esse tema porque as pessoas não costumam saber que a maior parte dos filmes lançados desde o surgimento do cinema até a metade da década de 1910 era colorida de alguma forma. Muita gente acha que filme antigo é sempre sem som e em preto e branco. Mas muitos experimentos da época (no caso do som, por exemplo) e até mesmo práticas difundidas (como as técnicas de colorização) nos mostram que o cinema “silencioso” é, ao contrário do que muitos pensam, um campo cheio de tendências diferentes…

Uma delas é a aplicação manual de cores quadro a quadro, herança dos métodos usados nas placas de lanterna mágica. A técnica do estêncil, assim como a pintura à mão feita com pequenos pincéis, eram métodos caros e demorados porque cada cópia do filme tinha que ser pintada por um grupo de trabalhadores, normalmente mulheres, e cada uma era responsável por aplicar apenas uma cor na cópia toda. Esses processos tendiam a realçar os aspectos abstratos dos filmes, criando atmosferas fantásticas e bidimensionais.

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As trabalhadoras na oficina da Pathé.

No site (super recomendado!) Timeline of Historical Film Colors, da pesquisadora Barbara Flueckiger, tem uma boa explicação (sobre os métodos de estêncil usados pela Pathé):

A colorização com estênceis exigia o corte manual, quadro a quadro, das áreas que seriam tingidas. Essas cópias recortadas serviam como moldes e era preciso fazer um para cada cor para só depois usá-las para pintar a película. Normalmente eram usadas de 3 a 6 cores por filme.
Quando foi introduzida uma máquina de corte a técnica melhorou muito, pois a cortadora podia seguir os contornos das áreas selecionadas em uma ampliação projetada em vidro. Com um pantógrafo era possível, então, reduzir a ampliação de volta para o tamanho do frame. A máquina fazia o corte no molde com uma agulha.
Muitas centenas de mulheres trabalhavam nessa tarefa de precisão na oficina da Pathé que ficava em Vincennes. Técnicas similares foram usadas por Gaumont, Oskar Meßter e o Cinemacoloris, processo inventado por Segundo de Chomón.
Os filmes coloridos com estênceis podem ser identificados pelos nítidos contornos que definem as áreas coloridas. As tonalidades usadas eram, na maior parte das vezes, suaves tons pastel.

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Méliès fez filmes de muitos gêneros diferentes, mas a maior parte de sua produção era do tipo de filme pelo qual ele é mais conhecido: os filmes de trucagens e féeries (que eram contos de fadas / contos fantásticos). Grande parte deles era distribuída em versões coloridas, desde 1897, e ele usou tanto a pintura à mão quanto a técnica do estêncil, que surgiu por volta de 1904.

Eu não sei quais filmes dele foram coloridos com estêncil e por isso estou muito curiosa para saber quais são os títulos e assistir a esse programa na Giornate. Todos os filmes dele que eu conheço têm aquela linda instabilidade da pintura à mão…

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“Viagem à lua” (Georges Méliès, 1902)

A relação entre cor e histórias fantásticas é muito mais antiga que a virada do século, claro, e esteve presente também nos livros infantis ilustrados, no teatro de mágicas, na fotografia, cartões postais etc. Em vez de criar imagens mais realistas, como tanto ouvimos por aí, o uso das cores nesses casos enfatizou muitas vezes os aspectos abstratos ou de espetáculo da imagem.

Méliès dedicou inúmeros esforços para a colorização de seus filmes. Na verdade, tudo era pensado nesse sentido: o cenário, a maquiagem, os objetos utilizados. Tudo precisava ser pintado em tons de cinza porque algumas cores, como o vermelho, por exemplo, apareciam no resultado final como blocos pretos, sem nenhuma transparência, o que impossibilitava a pintura daquela porção da película.

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“Viagem à lua” (Georges Méliès, 1902)

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“Viagem à lua” (Georges Méliès, 1902)

cinema silencioso colorido será um dos grandes temas dessa edição do festival, que terá, além dos filmes de Méliès, várias sessões dedicadas ao sistema Technicolor, que surgiu nos anos 1910 e se popularizou na década seguinte.

Eu já escrevi sobre esse assunto: fiz uma seleção de 10 filmes silenciosos coloridos que valem a pena ser vistos. Saiu no Silent London em inglês e aqui no blog postei uma versão estendida e em português. Quando eu voltar de Pordenone postarei mais sobre esse assunto, com certeza…

As imagens do filme “Viagem à lua” deste post foram retiradas do catálogo sobre a restauração do filme, lançado por Groupama Gan Foundation for Cinema e Technicolor Foundation for Cinema Heritage.
Para ver todos os posts que eu fiz sobre a Giornate 2013, é só acessar a série Diário da Giornate. Os posts sobre a Giornate 2014 estarão organizados na série Diário da Giornate 2014.

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Diário da Giornate 2014 #1 – criando expectativas…

banner_diario_giornate_2014 Como já falei bastante aqui no blog, ano passado fui selecionada como membro do Collegium da Giornate del Cinema Muto, o mais importante festival de cinema silencioso do mundo, que acontece todo mês de outubro em Pordenone, uma cidadezinha no norte da Itália. O Collegium é um programa para jovens estudantes que consiste basicamente em uma série de palestras sobre restauração de filmes, história do cinema mudo e outras questões ligadas ao tema. Os selecionados têm estadia de graça na cidade durante a semana do festival e depois devem escrever um texto sobre algum aspecto dessa semana super intensa, o Collegium Paper. Quem sabe um dia posto o meu aqui! Mas a experiência que eu vivi lá foi muito mais do que isso…

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Teatro Verdi em Pordenone – onde a mágica acontece!

Ter ido para Pordenone foi, sem dúvida, o acontecimento mais importante da minha vida até agora. Foi a minha primeira viagem para a Europa (aproveitei para conhecer Roma e Veneza!), foi a primeira vez que eu encontrei tantos jovens com os mesmos interesses que eu e foi a primeira vez que eu participei de um evento tão grande. A Giornate é uma experiência única: foi lá que eu passei a sentir que posso fazer parte de uma enorme comunidade de pesquisadores, estudantes e amantes do cinema antigo. Eu conheci muita gente, fiz amigos muito especiais (como foi o caso do pianista mexicano José, sobre quem já falei aqui) e tive a oportunidade de conversar com pesquisadores que admiro tanto, como Charles Musser!

Depois de ir pela primeira vez como collegians, os jovens selecionados têm a oportunidade de retornar no ano seguinte como mentors. Esses títulos não fazem muita diferença na verdade… E o que importa é que todos têm estadia de graça, hehe! E eu, felizmente, não vou perder essa oportunidade! Estarei em Pordenone novamente este ano. De 4 a 11 de outubro estarei na Giornate del Cinema Muto aproveitando cada segundo, como fiz no ano passado.

A programação da 33ª edição já começou a ser divulgada e promete ser uma das melhores da história! Essas são algumas das atrações para as quais eu estou mais ansiosa:

– vários filmes dos anos 1920 coloridos com o sistema Technicolor.
– a oportunidade de ver e ouvir uma sessão com um benshi: Ichiro Kataoka, o benshi japonês que foi o responsável pela sessão mais emocionante do ano passado estará de volta para narrar 4 curtas do começo da carreira de Chaplin. Com certeza essa é uma das sessões mais interessantes! Uma oportunidade única.
– “O encouraçado Potenkin” (Sergei Eisenstein, 1925) com uma trilha sonora recém encontrada (?). Ainda não entendi muito bem do que se trata, mas vou pesquisar e postar por aqui!
– do primeiro cinema, o período que mais me interessa, ainda não temos muitas informações, mas já foram divulgados:
. filmes de Méliès coloridos com estêncil
. filmes do fotógrafo Paul Nadar
. filmes japoneses da primeira década do século XX pela primeira vez na Europa
. “The ascent of mont blanc” (1902), de F. Ormiston-Smith, considerado o “pai” do filme de montanha
. um programa em comemoração ao 50º aniversário da AIRSC (Associazione Italiana per le Ricerche di Storia del Cinema, criada em 1964) reunirá uma vasta seleção da coleção de Josef Joye (1852-1919), um padre suíço que colecionava filmes para exibir com propósitos educativos. Os filmes de sua coleção abrangem o período de 1905 a 1914.
– e, finalmente, a sessão de encerramento: “Luzes da Cidade” (Charles Chaplin, 1931). A trilha sonora, criada pelo próprio Chaplin, será conduzida por Günter Buchwald (sobre quem já falei aqui).

Parece ser um programa mais “popular” que o do ano passado, com muitos filmes conhecidos. E, claro, em um festival onde as sessões começam às 9h da manhã e só terminam depois da meia-noite, haverá muito mais… Essa pequena lista que eu fiz é só a minha seleção dentro do que já foi divulgado.

Sobre algumas dessas sessões (principalmente as de primeiro cinema) pretendo fazer posts mais detalhados antes de embarcar para o festival!

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David Robinson na abertura da Giornate de 2013.

A “cobertura” da Giornate 2013 aqui no blog foi muito focada em pesquisas que eu fiz antes do festival acontecer. Depois de voltar de Pordenone acabei postando pouco… Dessa vez pretendo fazer diferente: poucos posts antes do festival e mais posts depois. Vou contar as minhas experiências, as sessões do Collegium, postar fotos da cidade, dos eventos e, claro, dos amigos! :)

Para ver todos os posts que eu fiz sobre a Giornate 2013, é só acessar a série Diário da Giornate. Os posts sobre a Giornate 2014 estarão organizados na série Diário da Giornate 2014.

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NA MOSCA! #3 – “The Grand Budapest Hotel”

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A dica dessa semana é o novo filme de Wes Anderson, “The Grand Budapest Hotel“. Pode parecer um dica um pouco estranha, já que o filme estreou no Brasil em abril, muita gente já viu e comentou. Mas eu escolhi sugerir esse longa como dica da semana por um motivo bem específico.

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Maquete do hotel que dá título ao filme

O filme é o mais cinéfilo da carreira de Wes Anderson e tem várias referências ao cinema antigo (algumas cenas são, inclusive, feitas em janela 4×3). Mas eu gostaria de chamar atenção para alguns planos do filme, principalmente aqueles em que o hotel é visto de longe e de frente. É que foram usadas maquetes para essas cenas. Claro, maquetes são usadas o tempo todo no cinema, e estão presentes durante toda a sua história. Mas as de “The Grand Budapest Hotel” foram uma surpresa especial para mim, que logo reconheci a referência ao primeiro cinema, mais particularmente aos filmes de fantasia de Georges Méliès. Esse tipo de maquete não quer ser realista, é justamente o aspecto de “mundo de fantasia”, de cenário, que é salientado. O fundo pintado à mão (que, mesmo tendo sido colocado na pós-produção, parece pintado), os pequenos objetos que se movem… Tudo isso ajuda a criar essa atmosfera de artificialidade.

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Detalhe da maquete de “The Grand Budapest Hotel”

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Cena de “Le voyage à travers l’impossible” (Georges Méliès, 1904)

É claro que o filme tem muitos efeitos especiais digitais também. Mas esse tipo de “cinema de brinquedo”, que valoriza a construção de cenários reais, mas sem a intenção de ser realista, me interessa muito. E esse é um dos motivos pelos quais eu amo tanto o primeiro cinema (e os filmes de Wes Anderson)!

Então essa é a dica dessa semana: prestar atenção nos cenários em miniatura de “The Grand Budapest Hotel” de Wes Anderson!

A Revista Cinética publicou um texto interessante sobre o filme, mas que enfatiza mais seus aspectos narrativos.
E o filme segue em cartaz aqui em São Paulo em muitas salas…

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10 filmes silenciosos incrivelmente coloridos!

Participei do blog Silent London com um guest post na seção “Silents by Numbers“, onde entusiastas do cinema silencioso contribuem com listas temáticas. Minha proposta foi listar 10 filmes silenciosos coloridos. Para ver o post é só clicar aqui.

Aí vai uma versão estendida (e em português, claro!):

A maior parte dos filmes lançados desde o surgimento do cinema até a metade da década de 1910 era colorida de alguma forma. Se você está achando essa informação estranha, não se assuste: isso tem justificativas. Como um grande número de filmes a partir de 1920 era de fato lançado em preto e branco, uma visão evolucionista da história criou a ideia de que todo o cinema antigo era assim; até os anos 1990, o custo de preservação de filmes coloridos era tão alto, que os arquivos fílmicos optavam por conservar e restaurar versões em p/b; e, por último, o motivo mais triste: muitos arquivos e o próprio público acreditavam que as técnicas antigas de colorização (assim como os próprios filmes) não eram sofisticadas o suficiente para justificar o esforço de recuperação e exibição.

Duas foram as principais tendências nas pesquisas do cinema colorido: a colorização posterior às filmagens e a captação das “cores naturais” durante as filmagens.

As cores “não-naturais” foram criadas de diferentes formas:

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Placa de lanterna mágica do final do século XIX

– Aplicação manual quadro a quadro (com minúsculos pincéis e lentes de aumento ou com estênceis), herança dos métodos usados nas placas de lanterna mágica. Era um método caro e demorado. Cada cópia do filme tinha que ser pintada por um grupo de trabalhadores (normalmente mulheres) e cada um era responsável por aplicar apenas uma cor na cópia toda. Esses processos tendiam a realçar os aspectos abstratos dos filmes, criando atmosferas fantásticas e bidimensionais.

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Sala de máquinas de colorização com estênceis da Pathé

– Aplicação de uma só cor para o quadro todo (com grandes pincéis ou mergulhando a película em banhos de tinta). O tingimento é quando a superfície inteira do filme (as partes escuras e as partes claras da imagem) são coloridas. A viragem é quando só as partes escuras da imagem são coloridas (e as partes claras continuam brancas). Esses processos foram usados de diferentes formas e não havia um código preestabelecido para o significado das cores. Às vezes tinham sentidos mais realistas, como o vermelho para uma cena de incêndio, por exemplo, ou azul para cenas noturnas. Mas em outros casos não é tão simples identificar as motivações para determinadas cores usadas.

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Tingimento de “Nosferatu” (F. W. Murnau, 1922)

A busca por “cores naturais” também começou cedo, ao contrário do que muitos pensam. Foram muitas as tentativas de criar câmeras, películas e projetores que reproduzissem o mundo em cores. Desde o comecinho do século experiências como as de Friese-Greene (sobre quem falei aqui), Edward Turner, e os processos Kinemacolor, Prizma, Technicolor e muitos outros (mas muitos mesmo!) tiveram maior ou menor sucesso na tentativa de produzir imagens coloridas comercialmente.

Para saber mais sobre isso, recomendo o capítulo “The way of all fresh tones” do livro de Paolo Cherchi Usai “Silent cinema, an introduction” e o site Timeline of Historical Film Colors, da pesquisadora Barbara Flueck-Iger.
Então aí vai minha lista. Não é um “top 10”, não é o que eu considero “os melhores filmes coloridos do mundo”. É só uma seleção de 10 filmes que ilustram um pouco essa variedade de maneiras encontradas para produzir filmes coloridos na era silenciosa. São filmes que ajudam a gente a ver o cinema antigo com novos olhos!
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Annabelle Serpentine Dance (Edison, 1895)
O primeiro de muitos filmes dedicados ao gênero da “dança serpentina”, criada pela bailarina americana Loïe Fuller em 1889. A pintura feita à mão, quadro a quadro, remete ao espetáculo de Fuller, que combinava o constante movimento de seu vestido com a projeção de luzes elétricas de diversas cores.
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Pierrette’s Escapades (Alice Guy-Blaché, 1900)
Um exemplo da pintura feita à mão da Gaumont.
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Experimentos sem título (Edward Turner, 1901/02)
Esses filmes, recentemente descobertos, que são na verdade testes de uma nova invenção, mostram como começou cedo a busca pela reprodução das “cores naturais” no cinema.
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Viagem à lua (Georges Méliès, 1902)
A versão em cores do filme era desconhecida até 1993, quando foi encontrada em Barcelona em péssimas condições. Só em 2010 a restauração pôde ser lançada e transformou a imagem que temos deste que é o mais icônico de todos os filmes silenciosos!
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The Lonedale Operator (D. W. Griffith, 1911)
Aqui está um uso interessante da cor no cinema silencioso. A cor tem um papel narrativo na cena final. A mocinha só consegue enganar os bandidos (fazendo-os acreditar que ela tem uma arma, quando na verdade é uma chave inglesa) porque a cena se passa no escuro. E o que sugere isso é o tingimento azul.
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A day with John Burroughs (1919)
Assisti a esse filme em Pordenone, no ano passado. Fiquei encantada com as lições de vida desse velhinho. As cores, do sistema Prizma Color, criam uma atmosfera muito delicada.
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O Gabinete do Doutor Caligari (Robert Wiene, 1919)
Todos conhecem esse! Mas agora em fevereiro será lançada no Festival de Berlim uma versão restaurada baseada no tingimento e viragem originais.
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Virginian Types: Blue Ridge Mountaineers (1926)
Um exemplo incrível, descoberto há pouco tempo, de Pathécolor. Aqui podemos ver um uso mais recente desse processo que a Pathé criou em 1905. Era uma forma de colorir o filme com estênceis, automatizando a demorada pintura à mão.
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Lonesome (Paul Fejos, 1928) 
Filme híbrido em vários sentidos: é um filme mudo, um filme sonoro, em preto e branco e colorido! As cenas em cores são muito interessantes! (o vídeo é um trailer feito pela Criterion Collection que mostra 3 motivos para assistir ao filme)
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The Love Charm (Howard Mitchell, 1928)
E este é um exemplo pouco conhecido do processo de duas cores da Technicolor. É uma história de amor bem esquisita e com cores maravilhosas!
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Por favor, se acham que está faltando algum filme ou se discordam totalmente da minha lista, digam como seriam as suas! :)
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– a maior parte das informações deste post retirei do livro de Paolo Cherchi Usai “Silent Cinema, an introduction”
– agradeço aos amigos sempre presentes pela ajuda com o post e a versão em inglês: Cae e Ariel 

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a grande cabeça

O desenho do banner do blog é um estudo do Georges Méliès para o filme “L’Homme à la tête en caoutchouc” (Star Film, 1901).

O filme usa sobreimpressões, uma das técnicas mais usadas por Méliès, que é basicamente rebobinar o filme e reimprimir novas imagens por cima do já filmado. Ele chegou a fazer mais de 10 sobreimpressões no mesmo quadro! (não nesse filme! depois escrevo mais sobre isso…)

No site da Cinemateca Francesa tem um super tour pelo desenho, com detalhes e curiosidades. Tem também informações valiosas sobre o filme. Recomendo muitíssimo esse link! :)