diário da Giornate – a chegada do trem a estação de Pordenone

Diário da Giornate

Acabo de voltar de Pordenone! Finalmente vão começar aqui no blog os posts com os meus relatos sobre a 32a. edição da Le Giornate del Cinema Muto, o mais antigo e importante festival sobre cinema silencioso do mundo! Como eu já disse aqui, eu fui para o festival com as acomodações pagas porque fui selecionada como membro do Collegium, o programa para jovens estudantes que eles têm por lá. Hoje vou comentar só algumas poucas coisinhas. Ainda estou muito cansada – fisicamente e emocionalmente! Foi uma semana super intensa.

Não quero falar só dos filmes ou dos diálogos (como eles chamam as aulas do Collegium). Quero também compartilhar por aqui algumas experiências da viagem… Vou começar falando sobre o primeiro dia: a chegada, as acomodações, a cidade etc.

esta sou eu, logo que cheguei na estação de Pordenone

Como eu já comentei aqui no blog, estou tentando preparar um projeto de pesquisa sobre filmes de viagem, especialmente os phantom train rides e filmes do primeiro cinema relacionados a trens em geral. Aqui no Brasil não temos muitos trens como na Europa, então não estou acostumada a andar de trem! Foi uma grande emoção, pra mim, chegar em Pordenone em um trem…

Chegando na cidade, fui direto para o hotel. Os convidados do festival ficam em dois hoteis. Os convidados normais ficam no Hotel Santin (que é um pouquinho mais longe do teatro onde o festival acontece) e os importantes ficam no Hotel Moderno (que fica do lado do teatro).

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Eu dividi o quarto com Ayşe, uma jovem londrina que já tinha sido membro do Collegium no ano passado. Ou seja, ela era uma “mentor” esse ano. Depois explico melhor sobre isso. Ela tem um blog bem legal sobre Chaplin: Charlie’s London.

Depois fui para o escritório do festival para pegar minha bolsa (com catálogo, alguns brindes, meu ingresso para a sessão de abertura e meu crachá)!

Captura de tela 2013-10-18 às 11.43.19

No primeiro dia eu dei uma volta pela cidade, para conhecer de verdade o lugar (já tinha andado muito no Google Street View, haha!). É uma cidade muito pequena, rica e bonita. Todas as lojas, restaurantes e cafés tinham posters da Giornate. Até os quartos do hotel são decorados com posters de edições anteriores…

vitrine de uma loja de doces com o logo da Giornate feito de chocolate!

Na próxima foto dá pra ver a praça principal da cidade. À esquerda está o escritório do festival (que não aparece, na verdade), depois tem o café/bar onde todos se encontram sempre (esses toldos na calçada), no fundo está o hotel Moderno, onde ficam alguns convidados do festival, e à direita (também não aparece), fica o teatro Verdi, onde acontecem as projeções e onde fica a Film Fair.

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E aqui o Teatro Comunale Giuseppe Verdi, a sede do festival:

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Nesse primeiro dia tivemos uma reunião fechada do Collegium (normalmente as sessões são abertas ao público interessado, mas essa primeira e a última não são divulgadas e são só para os membros do grupo). Lá estava David Robinson, o diretor do festival, e Riccardo Costantini, que cuida da parte mais organizacional do Collegium. Todos se apresentaram. Uau, gente de todo o mundo! Vou falar mais sobre isso depois, mas só para dar uma ideia: tinha gente da Índia, da França, da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Itália, da Holanda… E além de mim tinha mais uma pessoa do Brasil, a Juliana, que trabalha com restauração.

Uma coisa legal é que o Riccardo se colocou à disposição para nos ajudar a encontrar pesquisadores e professores que quiséssemos entrevistar. Claro que já fui pedir a ajuda dele porque queria encontrar com Charles Musser e Tom Gunning. Quando eu disse isso, ele logo respondeu “bom, você sabe que eles são as duas pessoas mais importantes que estão na cidade, né?”. :)

Bom, Gunning não estava lá, mas no final das contas eu me encontrei com Musser! Mas essa estória fica para um próximo post!

Nas próximas publicações deste Diário da Giornate vou comentar as sessões de abertura e encerramento, os “diálogos” do Collegium e as coisas mais legais do festival, como as sessões de filmes mexicanos, as sessões de primeiro cinema, a sessão narrada por um benshi japonês e a estreia de “Too much Johnson” (o filme perdido de Orson Welles). E, claro, vou falar também sobre os novos amigos que fiz e os pesquisadores com quem conversei! Não vou comentar tudo porque não terminaria nunca. Mas esses tópicos foram os mais marcantes!

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